MARKETING - Coluna VENDA
MELHOR
(Publicada aos sábados, no Jornal
OPOVO)
Você contrataria esse
profissional?
Coluna Venda Melhor - Jornal OPOVO, 20/10/2001
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Observe o anúncio abaixo,
veiculado em um jornal paranaense, assim como na coluna Layout, no
Jornal OPOVO, no último domingo. Logo após lê-lo, veja meus comentários. "
Não
sei falar Inglês nem Espanhol, não tenho curso superior, não sei
puxar saco de gerente, diretor, etc. Não gosto de usar paletó e
gravata, nunca dei “bola” para comprador, sei ligar e desligar um
micro. Tenho 44 anos, fumo, gosto de jogar e assistir futebol, só
leio jornal, sou separado (dois filhos, as coisas mais lindas do
mundo), apto. veículo, tel. fixo e cel. próprios. Trabalhei
os últimos sete anos em uma empresa multinacional vendendo (sólidos
conhecimentos) Far. De Trigo, Gord. Hidrog., Lecitinas, Proteínas
Isoladas, Proteínas texturizadas, Gritz e derivados de milho,
atendendo as maiores industrias de massas e biscoitos do PR, SC e Sul
de SP, chegando a vender mais de US$ 1 milhão (isso mesmo, dólares)
por mês. Se a sua empresa tem produtos de qualidade, uma boa logística,
condições de me oferecer um salário superior a 2 mil + prêmios +
despesas, queira, por favor, marcar uma entrevista através do fone
(41) 296.3341. Obs: As empresas que não atendam os requisitos básicos,
não percam o seu e o meu tempo. GRATO”
E então, você contrataria esse profissional? Bem, estive nesta última
quinta-feira em Curitiba (18/10), onde fui ministrar a palestra "Compromisso
com o Crescimento Pessoal: Fazendo a Diferença", no 2o.
Encontro Paranaense de Vendas, promovido pela Editora Quantum, que
publica a revista VendaMais. Graças ao bom Deus, foi um sucesso. Tive
a honra de compartilhar o palco com feras como Eduardo Botelho, Sérgio
Almeida e o casal Ione Prado e Alberto Centurião. Num certo momento de minha
palestra, apresentei à platéia o vendedor Wellington, autor do anúncio
acima. Aplauso geral. E explico porque. Sobre o anúncio que você leu
acima, eu não posso imaginar qual foi sua reação, mas o fato
inconteste é que esse vendedor, o Wellington, já recebeu mais de 700
telefonemas e 25 propostas de trabalho. Ou seja, ele agora está
escolhendo onde quer ir trabalhar. Mas como explicar esse fenômeno,
diante das várias deficiências no currículo dele? Não temo em
afirmar que a capacidade de fazer, de realizar deste
profissional (vendas acima de US$ 1 milhão) foi o atributo que mais
chamou a atenção das empresas que o contactaram. Não estou dizendo
que a necessidade de reciclagem e aprendizado contínuo não sejam
imperiosas, principalmente num mundo que muda tão rápido, e exige
tanto de cada um de nós. É lógico que um currículo repleto
de cursos, diplomas, seminários e MBA´s impressiona, mas nada
impressiona mais uma empresa que a capacidade que o profissional tem
de aplicar o conhecimento acumulado. Ou seja,
transformar o potencial em real, o sonho em realidade, a intenção no
fato. Defendo o conceito que "não
está faltando às empresas profissionais com iniciativa". Esses
existem, mas o que falta mesmo nas empresas de hoje é gente com
"FINALIZATIVA". Não é à toa que, quando
surge um profissional como o Wellington, avesso à teoria e afeito à
prática, as empresas reagem tão positivamente (750 ligações). E
agora, como ficamos? A teoria não tem qualquer valor? Claro que não! Teoria sem prática
é diletantismo. Prática sem teoria é temeridade. Minha sugestão é
que você faça os dois: desenvolva o aprendizado contínuo e, também
e principalmente, a capacidade de realização, de aplicação do que
você sabe. Vá lá, realize e faça a grande diferença. Pare com
essa história de "eu sei, eu sei!". Vá lá e mostre. Paulo
Angelim
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do e-mail vendamelhor@opovo.com.br
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