MARKETING - Artigos de Colaboradores
Consumidor
X Compras por impulso
Thiago Cabrino
Consumidor
x Compras por Impulso
Um
dos temas mais abordados no varejo moderno é o comportamento do
consumidor no momento da compra. Inúmeros são os estudos
realizados com o objetivo de levantar o maior número de informações
possíveis sobre os hábitos e costumes de compra. Assim,
apresento neste artigo alguns pontos colhidos de experiências e
diferentes levantamentos, que auxiliaram nas decisões de estratégias
ao ponto-de-venda, bem como as possíveis alternativas a serem
criadas e desenvolvidas a partir de um cotidiano apresentado em
forma de índices. Os
estudos mais focados procuram definir os hiper/supermercados como
sendo o principal local para levantamentos desta natureza, pois ali
estarão presentes os mais diversos tipos de consumidores, com
diferentes faixas etárias e rendas familiares. Além das características
dos consumidores, é neste cenário que está contido uma gama muito
grande de marcas e produtos, divididos em inúmeras seções, com
apelos visuais diversos. Como
é sabido, o comprar por impulso pode possuir base no pressuposto da
racionalidade do consumidor, onde supõe-se que as pessoas buscam
maximizar a satisfação, condicionada pelas respectivas restrições
de renda. Admite-se também, que ao decidirem a compra, os
consumidores são capazes de realizar comparações, de forma a
obter o melhor resultado possível de cada uma das diferentes situações
apresentadas. Desta
forma, associa-se o consumidor impulsivo ao não planejamento prévio,
ou seja, os consumidores acabam sendo divididos em dois grupos, onde
o primeiro é do tipo indeciso, que acaba por definir suas compras
dentro do ambiente da loja, que possui inúmeras incidências
influenciadoras de compra, girando em torno de marca e produtos. O
outro grupo, tem sua impulsividade diretamente relacionada a fatores
emocionais. Em
meio a esta situação, aponta-se que os consumidores em mais de 35%
dos casos, acabam comprando mais itens do que planejavam e mais de
15% acabam por se arrepender de algumas aquisições realizadas,
atribuindo esse sentimento as compras realizadas pela impulsividade. Com
isso, um dado que vêm a comprovar essa situação é que apenas 20%
dos consumidores costumam preparar uma lista de compras detalhadas,
e que são as mulheres que mais praticam esse ato, visto que, os
homens estão mais expostos as influências e indecisões no momento
da compra, e portanto, mais suscetíveis a realização das compras
por impulso. Assim,
as mulheres são apontadas como sendo consumidoras mais atentas e
conscientes no ponto-de-venda, pois seus erros em suas previsões de
compra é de pouco mais do que 2%. Porém, sabe-se que pouco mais do
que 35% das pessoas nunca prepararam qualquer tipo de lista de
compras prévia, o que dificulta a não impulsividade, pois
verificou-se que a forma mais eficaz de evitar esse ato, é a
realização de uma lista de compras detalhada. Um
dado importante é que, a experiência no processo de compra é um
estado muito relevante, visto que pessoas mais habituadas ao
ambiente de ponto-de-venda tornam-se mais resistentes aos estímulos
de compra. Outro ponto que merece destaque, com relação a
compulsividade dos consumidores, é a faixa etária. Conforme
levantamentos, constata-se que os jovens são mais propensos a
realizar compras por impulso e a experimentar novos produtos. As
estratégias de ações no ponto-de-venda são importantíssimas, e
isso é verificado quando constata-se que 40% dos consumidores dizem
lembrar de itens que precisavam ao vê-los nas prateleiras. Assim, o
reforço das ações in loco é fundamental, pois estas são potenciais, e praticá-las
de forma correta, unida a uma política de preços competitiva,
poderá gerar ótimos resultados imediatos. Outro
aspecto importante está relacionado às filas dos check outs.
Estudos mostram que 13,5% dos consumidores afirmam que adquirem
produtos enquanto aguardam e que 65% praticam esta ação
periodicamente. Assim, expor produtos próximos aos check outs é
uma alternativa que pode render vendas de oportunidade para diversas
linhas. De
um modo geral, verificamos como é complexo o estudo de
ponto-de-venda. Todos os elementos são importantes e devem ser
analisados de forma criteriosa, pois os consumidores estão muitas
vezes, a cargo dos elementos influenciadores e que os estímulos
visuais podem direcionar uma decisão. Portanto,
ao expor seu produto junto a um ponto-de-venda, com os inúmeros
concorrentes a sua volta, analise cada aspecto e leve em consideração
a cultura de consumo da linha de seu produto, procurando sempre traçar
ações que o façam se destacar em meio ao todo e pratique políticas
de distribuição, exposição, comunicação e preço de forma
coerente e eficaz. Thiago
Cabrino
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