MARKETING - Artigos de Colaboradores
Respeito
ao cliente - um compromisso de todos
Nildo Leite
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Costumo, em minhas “pesquisas
de observação” por shoppings, pequenos centros comerciais, comércio
de rua, etc, observar atentamente e analisar o que fazem (ou não
fazem) muitos dirigentes em relação ao consumidor/cliente. Em muitos casos, lamento profundamente ao ver o baixo nível de atendimento, o mix e a má exposição de produtos, as técnicas de merchandising utilizadas, as estratégias e as políticas de preços inadequadas, as mecânicas de promoção de venda mau trabalhadas, as incompatibilidades na apresentação pessoal dos funcionários em relação ao que deveria ser para o seu público-alvo, etc, etc, etc. Como são tantos os assuntos,
abordarei, com objetividade nesta mensagem, a questão do
atendimento para com o cliente externo. Ao lembrarmos de que na
“concorrência genérica” todas as empresas disputam cada
centavo de cada consumidor e de uma frase de Sam Walton, o fundador
da Wal-Mart, “clientes podem demitir todos de uma empresa, do alto
executivo para baixo, simplesmente gastando seu dinheiro em algum
outro lugar” não entendemos como tantos dirigentes, sejam eles
donos de lojas, diretores, gerentes, encarregados, etc, ficam a
discursar sobre a importância do consumidor ou do cliente, mas na
prática, trata-o com desleixo, indiferença, menosprezo. Não entendemos como não possam enxergar que, depois
do cliente interno, o consumidor/cliente externo é a pessoa mais importante do negócio,
é aquele que merece todo respeito, toda atenção e
cortesia, que é a razão da empresa existir, que é aquele que, na grande maioria das vezes não
depende da empresa e sim a empresa que depende dele, queé aquele que não interrompe, completa, que é aquele que faz
um favor quando procura e compra produtos, queé aquele que paga todos os salários e pró-labores,
que é aquele que sustenta empregos e famílias. Será que esses dirigentes, não conseguem enxergar
que entre outras estratégias e ações, podem e devem criar
vantagem competitiva através das pessoas, que podem estabelecer
objetivos mensuráveis para o atendimento, que podem e devem ter uma
equipe treinada, que podem e devem criar um programa de incentivos e
recompensas para que esta equipe possa oferecer um tratamento
excepcional aos consumidores e aos clientes existentes? Será que esses dirigentes não
se dão conta de que devem entregar valor ao consumidor/cliente
através dos produtos e/ou serviços (ou os dois) que comercializam
ou que prestam, do conhecimento e da habilidade de seus funcionários
e da formatação das suas imagens? Será que não pensam em quanto
custará para um consumidor, afora o que irá pagar pela aquisição
que for fazer, o seu tempo, a sua energia física e psíquica para
procura-los? Será que esses dirigentes, ao
invés de “mandar” seus colaboradores, funcionários, ou seja lá
qual for a terminologia que utilizam, fazerem cursos de “Qualidade
no atendimento ao cliente” (ou outros com mesmos objetivos), não
deveriam eles mesmos, buscarem estas informações para
compatibilizarem seus discursos com a prática e servirem de
exemplo? É para refletir e agir, pois
com tanta competição no mercado, já passou da hora de pensar no
consumidor/cliente com mais seriedade. * Nildo Leite é Consultor de
Empresas, palestrante, coordenador e professor de cursos de pós-graduação
e graduação em instituições de ensino em Salvador-Bahia nas áreas
de Gestão Estratégica e Marketing. É mestrando em Marketing
e Gestão Empresarial pela Universidade Internacional de Lisboa –
Portugal, pós-graduado em Marketing pela
Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM-SP), em Administração
com ênfase em Recursos Humanos pela Universidade Estácio de Sá (UES-RJ)
e em Estudos de Política e Estratégias Nacionais pela Escola
Superior de Guerra (ESG/ADESG-BA). Email:
nildo.leite@uol.com.br |
Permitida a reprodução, desde que mencionado o autor