MARKETING - Artigos de Colaboradores
Como
entender Marketing.
Thiago Cabrino
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Este artigo, tem como principal
objetivo, contextualizar os conceitos que envolvem as bases mercadológicas
através de sete elementos-chave, para que ao final, possamos de
forma fundamentada, definir o que vêm a ser marketing e
principalmente para estarmos capacitados a analisar as estratégias
empregadas por inúmeras organizações e identificar as fortes
incidências realizadas junto ao mercado. Um primeiro ponto, é analisar
as necessidades, desejos e demandas dos seres humanos. Em toda sua
existência, o homem precisa de diferentes elementos para
sobreviver, os quais são desde os mais vitais até os mais supérfluos,
porém, que desenvolvem a necessidade humana em torno da satisfação
básica. Os desejos são carências por satisfações específicas
que atendem às necessidades. Já as demandas, são desejos por
produtos/serviços determinados, respaldados pela possibilidade de
aquisição. Deste modo, os profissionais de marketing estão a todo
momento analisando as vontades humanas, criando um desejo através
de elementos fortes e influenciadores, para em conseqüência deste
trabalho, gerar uma procura em torno daquilo que foi desenvolvido. O segundo ponto de análise está
voltado ao produto. Este possui definição, como sendo algo
desenvolvido para satisfazer uma necessidade ou desejo. Este produto
pode ser subdividido em três níveis: bem físico (ex: restaurante:
as refeições), serviço (ex.: restaurante: delivery) e uma idéia
(ex.: restaurante: economia de tempo). Assim, estes três aspectos
podem estar presentes em um único fator comercial, envolvendo o
produto em uma fantástica gama de elementos que podem torná-lo
essencial ao consumidor, ou apenas, um produto de compra sazonal.
Por isso, as organizações devem estar atentas em não só vender o
bem físico, mas sim os benefícios implícitos, que muitas vezes
servirão de apoio no momento de decisão por parte do consumidor.
As empresas que não praticam esta filosofia, podem ser
classificadas como organizações que sofrem de miopia de marketing.
Como a decisão dos
consumidores é dada no momento em que estes deparam-se com os
produtos e/ou serviços de sua necessidade, aqueles que possuírem o
maior número de elementos que os beneficiem, é que levarão a
sonhada vantagem competitiva. Deste modo, elementos como valor,
custo e satisfação tornam-se essenciais para qualquer prática. O
valor, é a estimativa de cada produto em satisfazer o seu conjunto
de necessidades. O custo, por sua vez, está envolvido diretamente
com a atmosfera financeira, já que servirá como influenciador
diante da satisfação dos desejos e frente a uma relação direta
de custos/benefício daquilo que está sendo ofertado. Assim sendo, os consumidores
podem obter produtos de quatro maneiras diferenciadas: autoprodução.
coerção, mendicância e troca, sendo nesta última que o marketing
está baseado, pois este surge quando as pessoas decidem satisfazer
suas necessidades através da troca. Este fator pode ser definido
como: “o ato de obter um produto/serviço desejado de alguém,
oferecendo algo em contrapartida”, e para que ele possa existir,
cinco condições básicas devem estar presentes e atuantes: mínimo
de duas pessoas envolvidas, cada parte com algo a oferecer,
capacidade de comunicação e entrega, livre arbitrariedade em
aceitar ou rejeitar a oferta, e por fim, capacidade para se
relacionar com outra pessoa. Com este último requisito,
entramos no quinto elemento, o relacionamento. Este faz parte de uma
idéia mais ampla do marketing, e merece destaque, pois engloba uma
série de fatores. O Marketing de Relacionamento é a prática da
construção de relações satisfatórias por um longo período
entre partes-chave do processo – consumidores, fornecedores e
distribuidores. Com a integração destas partes, é construída uma
outra frente, denominada rede de marketing, que é formada por todos
aqueles que possuem interesse em crescimento e desenvolvimento, os
stakeholders. Este princípio operacional é simples: toda organização
deve instituir uma boa rede de relacionamento junto aos seus
stakeholders-chave e em conseqüência disso seus lucros serão
bastante promissores. Com todos estes elementos,
chegamos ao ponto de analisar o mercado. Este consiste em todos os
consumidores potenciais que compartilham de uma necessidade ou
desejo específico, dispostos e habilitados para fazer uma troca que
satisfaça essa necessidade ou desejo. Com isso, podemos definir que
o tamanho de um mercado para uma organização, pode ser medido
através do número de prospects existentes, os quais formarão a
demanda diante daquilo que está sendo oferecido. Devemos observar que este
mercado é formado ciclicamente, pois os consumidores vendem sua força
de trabalho em troca de dinheiro para pagar os bens e serviços que
compram. Assim, nota-se que as economias de cada país consistem em
complexos conjuntos de mercados inter-relacionados e unidos por inúmeros
processos de troca, com o maior variação de clientes/consumidores.
Por fim, este conjunto de
clientes pode ser classificado em consumidores potenciais, ou seja,
pessoas que o profissional de marketing identifica como sendo
potencialmente dispostas/habilitadas a realizar a aquisição de
seus bens/serviços através de um processo de troca. Todas as organizações
praticantes do marketing, estão a todo momento monitorando o
mercado em busca de novas descobertas e nichos que possibilitem sua
expansão e crescimento. Este acompanhamento tem forte incidência
de elementos ambientais, que englobam análises demográficas, econômicas,
político-legais e socioculturais, que fornecerão elementos de
forte incidência no momento de decidir qual estratégia adotar. Assim, após entendermos todos
os sete conceitos teóricos de marketing, nos tornamos capacitados
para poder definir e entender exatamente o que vem a ser o marketing
em sua essência: “Marketing é um processo
social e gerencial pelo qual indivíduos e grupos obtêm o que
necessitam e desejam através da criação, oferta e troca de
produtos de valor com outros” – Philip Kotler. Por
Thiago Cabrino
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