MARKETING - Artigos de Colaboradores
Fidelização
já!
Luis Sucupira
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"Nenhuma empresa pode funcionar efetivamente sem uma visão clara de como obter clientes, o que seus clientes em perspectiva querem e necessitam e que opções os concorrentes lhes dão. Sem estratégias e programas explícitos enfocados sobre o que se está passando no mercado, o destino do seu negócio pode mesmo ser fechar as portas ou mudar de ramo." Theodore Levitt De
mal necessário o cliente passou a ser a razão de tudo. O
atendimento deixou de ser apenas a solução para o problema ou
para a necessidade do cliente. Não se fala mais em atendimento
personalizado. O correto é tratamento diferenciado. Para se ter
uma idéia da diferença existente entre os dois, basta dizer que
no primeiro você e todos os outros recebem um gostoso e simpático
“bom dia!”. No segundo você é chamado pelo nome e lhe é
oferecido aquilo que gosta. Agora é preciso melhorar o
tratamento, branquear o sorriso e suar a camisa para manter o
cliente em casa. As
empresas que desenvolveram-se nesse cenário estão muito bem,
obrigado. Mas existem duas máximas que precisam ser observadas.
Trata-se da competitividade e da concorrência. Melhorando sua
competitividade a empresa está investindo no seu futuro, reforçando
seus pontos fortes, eliminando ou reduzindo pontos fracos e
sintonizada com o que existe de moderno no mundo supercompetitivo
da globalização. Com referência a concorrência, esta consegue
produzir serviços e produtos melhores ou piores a preços menores
que os seus. Tem quem compre ou pague por eles, independente da
relação qualidade oferecida x qualidade percebida. Exatamente
por isso é necessário trabalhar diferenciais. Um deles está
relacionado ao conhecimento das necessidades do cliente, seus hábitos
e preferências. Isso envolve, dentre outras coisas, preço,
prazo, serviço prestado e qualidade do produto. Conhecendo bem o
cliente, segmentando-o por nichos ou faixas de consumo, o empresário
também estará seguro para comprar corretamente, sabendo dosá-los
na quantidade e na qualidade necessárias a realização de bons
negócios, sem correr o risco de encalhe de mercadoria.
Ë preciso também conhecer o tamanho real do mercado em
que atua. No
Brasil, estamos vivendo um momento crítico onde a relação
custo-benefício é analisada tanto pelo cliente como pelo empresário,
por isso é necessário estar muito bem focado nos hábitos e
desejos do seu maior patrimônio – o cliente. Neste momento em
que a crise força o consumidor a utilizar a pesquisa, a mais
primitiva das ferramentas de proteção ao seu parco e suado
dinheirinho, o empresário precisa oferecer o produto certo, através
de uma mídia precisa; no momento certo, agir no extremo do desejo
do consumidor e cobrar o preço que ele consumidor acha correto
pagar. Este é um bom momento para pensar em antecipar-se às
necessidades dos consumidores, ficar mais perto daquele que já é
seu cliente, proporcionar-lhes mais oportunidades de negócios,
acompanhando o mercado e o melhor: explorando toda a gama de
oportunidades que o seu ramo pode oferecer. Por exemplo: existem
pessoas extremamente ocupadas que não tem tempo sequer de
acompanhar a própria mudança. Se uma empresa de mudança conhece
bem o mercado e sabe aproveitar oportunidades, poderá oferecer
pacotes promocionais para mudanças residenciais durante o período
de Carnaval. É justo pois, muitos não gostam da “Festa da
Carne” e ao mesmo tempo precisam de três dias para se organizar
completamente por conta de uma mudança. Hoje
vale mais o valor de serviço agregado ao produto, que apenas o
produto oferecido. Preço e qualidade serão sempre fatores
decisivos no momento da compra, mas não serão os únicos. Se
todo mundo tem o mesmo preço e qualidade será o diferencial
tratamento e confiabilidade que farão com que negócios sejam
fechados e empresas sobrevivam. Há
quem não consiga visualizar, mas há que se lembrar das marcas
que compramos não apenas pelo preço ou pela qualidade do
produto, mas sim pela garantia do serviço prestado quando o
produto apresenta um problema. É nessa hora que a sua agilidade
faz com que o cliente saia realmente satisfeito e por vezes até
encantado. Nunca é demais lembrar que um consumidor satisfeito
influencia 5 pessoas. Por outro lado um cliente insatisfeito
espalha seu descontentamento por 15. Mais arrasador do que a
concorrência ! É você, na maioria das vezes o grande culpado
pela queda no seu faturamento. O cliente é e será fiel tanto
maior e melhor for o seu relacionamento com ele. Senão vejamos: o
cliente que reclama e é atendido, volta a fazer negócios com a
empresa uma segunda vez.
O que reclama e não é atendido, muda para a concorrência.
Aquele que não reclama, também muda
para uma outra marca. Quer mais ? Experimente oferecer
aquilo que você acha que ele quer sem perguntar se ele quer
mesmo, ou então, suba seus preços.
Ele talvez não falará nada e muito menos reclamará
diretamente a você, mas com certeza irá buscar algo semelhante
em outro lugar. Saber tirar proveito de hábitos e preferências
é outra máxima. E aí vai uma dica: Os homens quando saem de
casa e vão a um shopping sozinhos, na maioria das vezes sabem o
que vão comprar e aonde. Em geral pagam mais caro e dificilmente
trocam de marca. As mulheres, mais espertas, saem de casa já
sabendo quanto podem ou querem pagar por alguma coisa ou serviço
que resolva um problema (aliás, produto ou serviço só tem razão
de existir se resolverem algum problema). Por isso as mulheres
pesquisam mais, pechincham mais, mudam de marca com mais frequência
e são mais exigentes quanto à qualidade dos serviços prestados,
principalmente no aspecto ambientação, layout, limpeza e higiene
existentes no local ou ponto de venda. Preste atenção: qual dos
banheiros de um restaurante é o mais limpo, o dos homens
ou o das mulheres ? Não precisa nem entrar, basta passar na
porta. Pelo odor já vai dar para perceber. Este
é um novo cenário, repleto de oportunidades dentro de uma crise
que quando acabar tão cedo voltará repetir-se. Quem sair na
frente, estiver na mídia e na cabeça do consumidor vai vender e
crescer mais. Não há
nada de novo no front e nem no marketing quanto às condições
que definem o propósito de uma empresa que são "criar e
manter clientes", como diz Theodore Levitt. O novo é saber
mantê-los encantados e bem surpreendidos por você, através de
novos produtos ou serviços e, principalmente, pelo valor que o
serviço agrega a qualquer tipo de comércio. Para isso você tem
que produzir, revender ou entregar o produto/serviço que as
pessoas querem e valorizam, a preços convenientes e sob condições
razoavelmente atrativas, relativamente aos que são oferecidos
pelos outros, e a uma proporção de clientes que seja
suficientemente grande, a fim de oferecer preços e condições ou
ainda, disponibilizar mais produtos e fechar mais negócios por
cada cliente. Isto é relacionamento.
Ouvir, entender e atender às suas necessidades é
marketing. Nada
grave, nem tão difícil. É apenas uma questão de carinho e atenção
redobradas por quem garante a sua sobrevivência e a do seu negócio.
Durma com essa. Ou melhor: acorde! Luis
Sucupira |
Permitida a reprodução, desde que mencionado o autor