MARKETING - Artigos de Colaboradores

Treinamento. Direito e dever do funcionário e empresa
cidadãos.

Josué A. Azevedo Monteiro

Costumamos entender treinamento, de modo geral, simplesmente como uma
despesa obrigatória por parte daa empresas, ou como uma "folga" ou "prêmio"
que os empregados ganham por bom desempenho. Mas, a capacitação profissional pode e deve ser percebida de outra forma, muito mais abrangente e produtiva em termos econômico-sociais.

Na realidade, as empresas existem para gerar produtos, serviços, empregos
e impostos, e para isso recebem da sociedade os recursos materiais, humanos
e financeiros necessários. E devem retribuir com produtos e serviços de
qualidade crescente, que tragam benefícios e justifiquem a condição de agentes produtivos e transformadores que a comunidade lhes delega.

Essa noção está inserida na visão de responsabilidade social que toda empresa deve ter em relação ao seu município, estado e país. E a educação profissional de seus colaboradores é a maior e melhor forma de retribuir e contribuir para o desenvolvimento de sua região.

Treinamentos em Relações Interpessoais, Comunicação, Atendimento ao
Cliente, Qualidade, Linguas Estrangeiras, ou simples cursos de alfabetização ou Telecursos de 1o. e 2o. graus são exemplos de retorno positivo certo para os resultados da empresa e, claro, para o progresso social das pessoas que experimentam esses novos conhecimentos.

Cria-se assim um círculo virtuoso: as pessoas passam a ter melhor desempenho no trabalho, na vida, e na escola, onde podem contribuir para a construção de mais e melhores conhecimentos, que por sua vez, retornarão através de desempenho profissional superior.

Para as empresas, os resultados se apresentarão na melhoria do atendimento, aumento de vendas, fidelização de clientes e no crescimento dos lucros. E mais, a comunidade passará a ver a empresa como uma Empresa-Cidadã, responsável socialmente pelo meio em que atua.

Claro está que para que todo esse ciclo aconteça é imprescindível que os funcionários busquem essa capacitação de forma também responsável, como
única caminho de desenvolvimento pessoal e profissional. E que as empresas
escolham cuidadosamente os treinamentos que oferecerão, questionando a
qualidade e consistência de programas e instrutores, e, principalmente, que
informem claramente aos funcionários o que esperam em termos de melhorias
ao final dos cursos.

Como disse o mestre Monteiro Lobato, "um País se faz com homens e
livros". Que os homens-empresários e os homens-funcionários entendam isso
claramente e pratiquem cotidianamente.

Josué A. Azevedo Monteiro
josuemon@supridados.com.br

 Permitida a reprodução, desde que mencionado o autor

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