MARKETING - Artigos de Colaboradores
A importância dos custos
logísticos na cadeia de suprimentos
Marcos Ricarte
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Na nova era dos mercados competitivos e globalizados, o aspecto Custo vem cada vez mais assumindo uma importância significante na busca frenética das empresas por maior eficiência e produtividade. Porém, ao objetivarem a redução de custos, as empresas vem focando no tradicional custo do produto e se esquecem ou dimensionam mal os Custos relacionados à Logística. Só
para se ter uma idéia, este tipo de custo em geral assume a segunda
posição em termo de valores, só perdendo para o próprio custo da
mercadoria (porém em alguns casos, os Custos Logísticos são até
maiores do que o próprio custo do produto, como no caso do sal).
Portanto, saber identificar e mensurar esse tipo de custo pode muitas
vezes significar a própria existência da empresa. Quando
falamos em Custos Logísticos, a primeira idéia que vem na cabeça é
o Custo com Frete ou Transportes. Apesar deste ser o mais
significativo, os Custos Logísticos não se resumem somente à isso. Podemos identificar Custos na Armazenagem,
nos Estoques, no Processamento de Pedidos e é claro no Transporte. Os
Custos relacionados à armazenagem são aqueles que são aplicados nas
estruturas e condições necessárias para que a empresa possa guardar
seus produtos adequadamente. Faz parte deste tipo de Custo, o aluguel
do armazém, os custos com aquisição de paletes, custo com pessoal
do armazém, etc. Já
os Custos com Estoques são aqueles que são gerados a partir da
necessidade de estocar os materiais. Nesta categoria, com certeza o
mais expressivo é o Custo de Oportunidade do Capital Parado, que nada
mais é do que o valor que a empresa perde imobilizando o capital em
estoque em vez de aplicar esse valor no mercado financeiro, ganhando a
remuneração dos juros. Existem outros Custos com Estoques como as
perdas e roubos, a própria depreciação dos materiais, etc. No
que diz respeito aos Custos relacionados à emissão de pedidos, seus
valores são inexpressivos em relação aos demais. Todos os gastos
relacionados à emissão de pedidos na empresa devem ser computados
para essa categoria. São considerados Custos com Emissão de Pedidos:
O salário do comprador, o aluguel do espaço destinado ao setor de
compra, os papéis usados na emissão do pedido, etc. Por
fim e que na verdade é o mais importante de todos, temos os Custos
com Transportes. Freqüentemente calculado, este custo geralmente dá
origem às despesas com fretes que a empresa vê na nota fiscal ou que
já está incluído no preço. Todas as despesas relacionadas à
movimentação de materiais fora da empresa podem ser consideradas
Custos com Transportes. Enquadram-se aqui os custos com a depreciação
dos veículos, pneus, combustíveis, custo de oportunidade dos veículos,
manutenção, etc. Uma
vez identificado quais são os Custos Logísticos, as empresas devem
atentar para aqueles que geralmente não são computados por serem
quase imperceptíveis. Um
caso clássico é o Custo de Oportunidade. Apesar de ser chamado de
Custo, na verdade o que ocorre é que a empresa deixa de ganhar com
juros financeiros imobilizando o capital em estrutura (armazém,
paletes e estruturas de armazenagem), máquinas e equipamentos
(empilhadeiras e esteiras), veículos (caminhões), etc. Quanto
maior for o juro no país, maior será o Custo de Oportunidade. Em se
tratando de Brasil, onde os juros são altíssimos, os Custos de
Oportunidade associados à Logística são relativamente altos se
comparados com outros países. Um
outro Custo Logístico de fácil identificação , mas de agregação
nem tanto, é o de depreciação de máquinas, equipamentos e veículos.
Apesar deste custo ser contabilizado na forma tradicional, raramente
é alocado como Custo da Logística e conseqüentemente não é
agregado aos preços dos produtos, sendo considerado como despesa
fixa. As
empresas devem conhecer profundamente seus próprios Custos Logísticos,
para que passem a ter condições de estabelecerem metas de diminuição
e repassar os ganhos para a Cadeia como um todo. Assim, outras
empresas pertencentes à Cadeia absorvem as novas práticas, reduzem
seus Custos Logísticos, contribuindo para a competitividade da
Cadeia. Na
moderna concepção do Gerenciamento da Cadeia de Suprimento, os
Custos Logísticos devem ser bem dimensionados e controlados, pois se
antes a concorrência se resumia somente entre as empresas, hoje essa
concorrência se dá entre as cadeias
produtivas. Se
antes a concorrência era entre a Ford e a Volkswagen, hoje a concorrência
se dá entre a Cadeia Produtiva da Ford e a Cadeia Produtiva da
Volkswagen. Será mais competitiva aquela que apresentar melhor
Qualidade e menor preço para o consumidor. Resta para as empresas entender que este é um caminho sem volta e que somente através da integração e da diminuição dos Custos Logísticos é que as Cadeias podem se tornar competitivas. Marcos
Ricarte, Diretor de Projetos, R2 Consultoria e Internet, www.r2consultoria.com.br |
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