MARKETING - Artigos de Colaboradores
E-business E-stratégico
Valério Cela Menescal
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Os principais pontos
que determinam, hoje, quem estará habilitado a prosseguir na forte
guerra dos negócios são a agilidade das operações e ações, a
economia de escala e uma melhor visão de mercado, com um profundo
conhecimento do cliente, seus gostos e suas carências. Muitos
gestores - executivos, empresários e burocratas - têm buscado novas
e variadas estratégias de driblar as constantes variações (ou
perturbações) econômicas que a globalização tem imposto aos mais
distintos setores do comércio mundial. Paradoxalmente, nem tantos
assim se têm dado conta de que devem estar atualizados em seu estilo
e estratégia gerenciais, e isto não significa apenas investir em
tecnologia de máquina, mas no aperfeiçoamento e liderança de
pessoas e processos também.
O e-business surge como uma poderosa caixa de instrumentos gerenciais, onde dentro estão suas ferramentas de gestão a serem exploradas e trabalhadas. Infelizmente, ainda é comum nos depararmos com administradores definindo e-business como sendo apenas a relação comercial de compra/venda de alguma mercadoria ou serviço eletronicamente. Quem encampa esta singela definição na verdade possui uma curta visão do que acontece no dia-a-dia. Pode-se, contudo, esclarecer e-business simplesmente como uma visão mais ampla do conceito de negócios realizados por meio eletrônico, usando ao máximo o potencial da tecnologia da informação (TI), de modo a tornar mais eficientes, transparentes e flexíveis suas operações, gerando o mínimo possível de despesas, a fim de valorizar exponencialmente o relacionamento com o cliente e o lucro. Vale ressaltar que este conceito é generalista enão se aplica a todas as relações comerciais eletrônicas. A principal via de realização de e-business hoje é a internet. Na verdade, não apenas de intermediação, mas de aprimoramento e criação de novos tipos de negócios, como o e-learning. Com ele, as grandes corporações têm utilizado a criatividade para estabelecer novas pedagogias de ensino e economia. Desta forma, pode-se otimizar bastante o uso do dinheiro e do tempo em treinamentos, reuniões e realizações de eventos, por exemplo (isto sem contar todos estes recursos gastos indevidamente). O diferencial de estarem se comunicando em tempo real e em locais distintos, gera uma carga maior de interação e troca de experiências entre as pessoas. Os investimentos nesta área têm-se mostrado crescentes e constantes, só perdendo para "Serviço de Atendimento ao Cliente" e CRM (Customer Relationship Management) - estabelecendo inquestionavelmente a nova ordem prioritária das ações: primeiro, o cliente; em seguida, o que vier depois (IDC - setembro de 2001). Quando o investimento reflete em resultados positivos nos balanços contábeis das empresas, este é o "argumento" mais forte para que os incrédulos e conservadores aceitem as ferramentas do e-business dentro do negócio. É o caso do e-procurement, poderoso instrumento que tem sido bastante utilizado pelas empresas de maior envergadura, e, aos poucos, disseminando por toda a cadeia produtiva, atingindo rapidamente as de médio e pequeno porte. A atuação do e-procurement passa pelos processos de pesquisa, seleção, autorização, compra e entrega de um produto ou serviço, feitos eletronicamente por uma ou mais empresas, pertencente ao mesmo grupo ou não. As principais vantagens do e-procurement são a rapidez, a transparência e a economia do processo, considerando sua larga abrangência. Importante esclarecer que não se deve levar em consideração apenas a redução do custo nominal ao final da compra do serviço ou produto, mas todos os gastos envolvidos na operação com tempo dos funcionários, material de escritório e outros recursos, como telefone e combustível. Os números mais recentes nos mostram que as economias com os objetos-alvo da transação são de aproximadamente 6%, enquanto que as reduções com os demais gastos estão entre 20% e 25%. Um setor que tem apostado pesado no e-business recentemente é o governamental. O pioneiro foi o Governo de São Paulo, que fez suas primeiras experiências no início da década de 1990. Entretanto, o Governo Federal se apresenta como o mais recente entusiasta do e-government e quem mais tem trabalhado e apostado nos últimos anos. Com investimento total garantido da ordem de R$10 bilhões, a idéia do projeto consiste em interligar todos os níveis da administração federal até o final de 2002, incluindo todos os principais processos de compras (licitações, leilões etc.), grande número de serviços prestados à população (como saldo de FGTS, requisição de segunda via de débitos, recolhimento de impostos dentre outros - serão aproximadamente 900 serviços nesta fase de implementação), acompanhamento das ações dos três poderes e maior eficiência nas comunicações entre as mais diversas áreas e a população. Tomando como exemplo o recolhimento dos impostos, para demonstrar os resultados destes investimentos, em São Paulo a prefeitura da capital aumentou o faturamento do IPVA de R$1,2 bilhão para R$2,1 bilhões em apenas 3 anos. Já na gestão federal, a remessa do imposto de renda pela internet é o caso mais fácil de ser mostrado e sua adesão pela população demonstra claramente a aceitação deste meio. Em ambos os exemplos, as principais vantagens são o aumento contínuo do volume (e a rapidez) de dinheiro coletado aos cofres públicos e a atualização permanente dos dados dos contribuintes, restringindo as possibilidades de sonegações devido ao cruzamento constante dos dados. E no e-business vale a citação: quanto mais, melhor! Quanto mais ferramentas forem utilizadas dentro do processo, mais poderosa e certa será a sua investida no mercado. O complemento das ferramentas citadas anteriormente somadas com o SCM (Supply Chain Management - Gerenciamento da Cadeia de Abastecimento), o ERP (Enterprise Resource Planning - Gerenciamento do Processo Produtivo) e o CRM, tornam toda e qualquer estratégia com enormes chances de ser bem sucedida. Entretanto, vale ressaltar que em todo e qualquer processo as parcerias são fundamentais para o bom desenvolvimento de qualquer ferramenta de e-business nas empresas. Estas sociedades corroboram para que o foco principal do negócio não seja perdido ou demande mais energia e dinheiro do que o extremamente exigido. E sai na frente hoje quem faz o diferencial, com criatividade, economia e satisfação às necessidades dos clientes. Ou você faz poeira... ou você come poeira! Valério Cela Menescal |
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