Se há um sentimento que nos acompanha
durante toda vida, com certeza é a confiança. Durante
nossa estadia na terra, a maioria de nossos
relacionamentos são baseados nesta palavra. É simples
entender o porque. A cada dia o mundo está se tornando
mais perigoso e desconhecido e a desconfiança, que era
para ser uma exceção, virou uma regra. Mas o que tudo
isso tem a ver com a
Internet? Basta dizer que, em grande parte, os
relacionamentos na Internet são baseados na confiança.
Quando falamos em confiança, temos que analisar sob o
ponto de vista psicológico. Confiança significa o ato
de atribuir à alguém ou à alguma coisa nosso status de
acreditar fielmente no que está sendo repassado para
você. Em síntese, confiar em algo é simplesmente abrir
um caminho para um relacionamento mais íntimo.
Durante toda a vida, a confiança consiste no principal
elemento de nossos relacionamentos, até mesmo no ato de
nascer. Quando um bebê nasce, instintivamente há um
certo sentimento de desconforto e desproteção, o que o
leva a chorar. Porém, quando o médico coloca o bebê em
contato com a mãe, automaticamente este pára de chorar.
Na verdade, o bebê reconhece a mãe e nela deposita uma
confiança de que nada vai acontecer. Essa confiança é
instintiva.
Porém o nascimento consiste somente na primeira
experiência baseada em confiança da nossa vida. Na
verdade, esse sentimento acaba sendo uma das pilastras
das relações humanas. É na infância onde a confiança
atinge seu estado mais latente. É nesta fase que
definimos nossos padrões de confiança.
Aprendemos à não confiar em estranhos, por exemplo.
Durante nossa adolescência, confiamos nos nossos
melhores amigos e abrimos os mais diversos segredos que
nem nossos pais desconfiavam. Já na fase adulta,
escolhemos uma pessoa de confiança para se casar e
constituir família (pelo menos deveria ser
assim). Por fim, passamos tudo isso que aprendemos para
nossos filhos, que repassarão para as próximas
gerações, constituindo - se um ciclo.
Se na vida pessoal baseamos todos nossos relacionamentos
na confiança, o que dizer dos relacionamentos
profissionais e comerciais? Afirmo fielmente que a
maioria de nossos contatos são baseados na confiança.
Claro que em alguns casos mais que outros. O nível de
confiança em um profissional ou em uma empresa depende
do que está sendo comercializado. Quando compramos um
produto que de certa forma sua procedência não faz
tanta diferença, como é o caso de uma chinela, a
confiança naquele produto é menor do que quando se vai
operar do coração. Acredito até que em casos de saúde
ou de alimentação, a confiança nos produtos vendidos
atingem o maior grau.
Portanto, todo relacionamento tem um grau de confiança.
Estabelecer a confiança no cliente é construir a base
para um relacionamento duradouro, onde a fidelidade se
torna mais fácil de ser atingida. Porém, um cliente
não adquire a confiança em uma empresa do dia para a
noite. Esse é um processo que pode durar dias, meses ou
ano, dependendo da situação. Analisando o outro lado da
moeda, perder a confiança do cliente significa o fim de
um ciclo de relacionamento que se transformava em lucro,
pois dificilmente um cliente que não confia mais em
determinada empresa voltará a comprar nela, a não ser
que esta empresa seja a única a ter esse produto, o que
é muito difícil de acontecer.
E o que tudo isso tem a ver com a Internet? Bem, se você
não sabe, mais do que no mundo real, na Internet a
maioria das compras e relacionamentos On Line são
baseados na confiança. Duvida? Então veja essa pesquisa
do Ibope / Nilesen: Perguntado sobre o principal motivo
que levavam à visitar e comprar em uma Loja On Line, 47%
dos entrevistados responderam que o conhecimento prévio
da loja era o principal fator motivante. Em seguida, 10%
responderam que visitavam as Lojas em decorrência de uma
recomendação. Já 11% disseram que os Banners e 12% os
anúncios On Line. Observando sob este aspecto, podemos
chegar à conclusão de que a grande maioria visitam e
compram nas Lojas On Line por já terem adquirido uma
experiência (positiva) anterior ou confiarem em uma
recomendação de outra pessoa.
Portanto,
analisando esses dados, podemos concluir que proporcionar
uma boa experiência ao seu cliente significa na verdade
conquistar sua confiança. Conquistada a sua confiança,
todos os outros passos serão mais fáceis. O cliente que
confia em um WebSite tem maior propensão de fornecer
mais dados
particulares tais como o número do seu cartão de
crédito ou do que gosta. Mais do que isso, o cliente que
tem confiança no seu WebSite passa referências para
outros clientes em potencial, fechando o ciclo. Porém, a
quebra dessa sequência em algum ponto pode acarretar a
perda não só de um cliente, mas de vários,
o que pode ser desastroso.
Mas o que fazer para aquirir a confiança dos
WebClientes? Certamente essa pergunta passa por vários
asppectos que vai desde a interação com o cliente até
a hora em que ele recebe o produto e pós - venda.
Porém, o estabelecimento da confiança não é um
processo estantâneo e a curto prazo fica difícil de
estabelecer
uma política de Marketing de Cofiança.
Para
estabelecer a confiança em um cliente, inicialmente
você deve maximizar os indícios que constroem a
confiança do WebSite. Resumindo tudo, você deve
explorar da melhor forma possível as providências de
segurança adotadas no seu WebSite, dizendo para o
cliente que ele está em um ambiente seguro e, o mais
importante, garantindo isso.
Em seguida, trabalhe como um conselheiro do WebCliente.
Não tente empurrar ao seu WebCliente produtos sem que
seja útil ou resolva o problema dele. Tente fornecer o
melhor produto para determinada situação. Muitas vezes,
os Clientes perdem a confiança em determinados
estabelecimentos pelo fato do vendedor não atuar como um
consultor, aconselhando - o. O WebCliente, mais cedo ou
mais tarde, vai descobrir que foi enganado e não
confiará mais na sua palavra.
Seja neutro na hora de vender. Muitas vezes, os WebSites
apresentam para o WebCliente produtos de um fabricante em
detrimento de outro sem que não haja nenhuma vantagem
para o WebCliente. O fato de não apresentar opções
imparcialmente pode prejudicar muito o processo de
confiança. É muito desagradável quando você sabe que
existia na loja um determinado produto que
fazia o mesmo que o produto que você comprou, só que
mais barato.
Forneça também informações completas sobre os
produtos comercializados. Isso dá uma sensação
agradável para o WebCliente. Na verdade ele acredita que
você entende do que está vendendo, o que passa uma
confiança.
Por fim, não menos importante, cumpra as promessas. Esse
sim, a principal pilastra do Marketing de Confiança.
Cumprir as promessas quer dizer obedecer as regras do
jogo. Se o WebCliente viu determinada mercadoria à um
preço, ele deve pagar esse preço sem mais nenhum
acréscimo. Se está exposto que a entrega vai ser feita
no máximo em dois dias, de preferência faça em um dia.
Cumprindo as promessas, você vai estabelecer um processo
de confiança bastante solidificado.
Concluindo este artigo, queria exemplificar o Marketing
de Confiança em um caso que aconteceu comigo
recentemente. Como outros vários WebClientes, fui
experimentar comprar livros em uma Loja On Line. A loja
informava que o livro chegaria em no máximo dois dias.
Para mim estava ótimo, pois eu necessitava do livro para
fazer uma pesquisa para uma aula que eu teria em cinco
dias. Portanto, confiei no que a Loja tinha escrito no
Site. Comprei o livro e anciosamente o aguardei. Eis que
passados os dois dias, nada de chegar o livro, então
liguei para o atendimento. Eis que, para a minha
surpresa, o livro ainda não tinha sido processado e
ainda demoraria cinco dias a mais para chegar.
Automaticamente
cancelei o pedido e nunca mais voltei a comprar nessa
loja, pois perdi a confiança no que eles diziam.
Portanto,
vejam como a perda de confiança pode prejudicar seus
negócios. Estabelecam a confiança com seus WebClientes
e com certeza o caminho do sucesso será mais curto. Vejo
vocês na próxima.
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