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Como queimar produtos no varejo
(PEGN, Maio/2001)
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1. Não usar esse expediente como uma estratégia
de uso contínuo. O ideal é a loja estabelecer um cronograma de
liquidações, ou queimas, de modo que a mesma adquira credibilidade
junto ao seu público.
2. É importante que se tenha um motivo para
que a liquidação ou queima ocorra: ponta de estoque, grade de
produtos descasada, final de coleção, produto obsoleto. Não
adianta mentir ao cliente, o ideal é declarar a razão que leva a
loja a tomar essa atitude.
3. Existem dois caminhos para a realização
do queima: desconto ou condições especiais nos produtos em questão
ou uma promoção casada: oferecer os micados como brindes
quando da vendas dos produtos não liquidados. Depende do tipo de
loja, tipo de produto, preço em questão e tipo de relação com o
cliente.
4. Quanto ao alcance, as liquidações mais
fortes são as que o lojista retira das prateleiras os produtos
bons, deixando apenas os micados, e faz um queima na loja inteira.
Algo como "50% em todos os produtos, e todas as linhas, para
mudança de coleção".
5. Cadastrar todos os produtos com algum código
especial para que possa ser monitorada a performance de vendas,
verificando se o público está reagindo positivamente.
6. Estabelecer uma meta de vendas para esses
produtos e preparar e incentivar a equipe com campanha interna e/ou
jogos de competição.
7. Fazer um pré-teste interno, somente dentro
da loja, antes de anunciar ao grande público, usando forte
merchandising para verificar se os clientes reagem bem às condições
oferecidas.
8. Fazer campanha publicitária dirigida ao público
alvo da loja, ou dos produtos específicos, através dos canais e veículos
mais pertinentes. Não necessariamente o caminho é a televisão. É
nossa hora que a criatividade pode conseguir grandes e
surpreendentes retornos.
9. É importante também verificar se os
produtos podem ter um outro uso. Lembro-me de certos piscas-alertas
para motos que acabaram encalhando numa loja e que foram vendidos
como sinalizadores para os capacetes dos motociclistas, ao invés de
serem usados nas motos. Venderam todos. Outro exemplo, não menos cômico
e criativo, foram alguns equipamentos para matar moscas que chegaram
com as lâmpadas de cor danificadas e que, depois de trocadas, foram
vendidos como abajures populares. Foi um sucesso!
Paulo
Angelim é Consultor e Palestrante em Marketing, Vendas e Motivação. |
Permitida a reprodução, desde que mencionado o autor