MERCADO IMOBILIÁRIO - Artigos

Balanço 97 - ASSECON
(Jornal OPOVO, Dez/97)

Penúltima coluna deste ano de 1997. Hora de fazer o balanço. Não o da fachada, mas o do agitado ano que passou. Vários fatos marcaram nosso setor imobiliário. 1) A Nova administração municipal da cidade começa o ano mudando sua estrutura, criando sub-prefeituras (SER’s ), e implantando a nova legislação de uso e ocupação do solo urbano de Fortaleza. Depois de várias reuniões e debates sobre as mudanças, e suas consequências, tudo leva a crer que o trem está voltando ao seus trilhos. Mas muito suor foi derramado. Sobrevivemos. 2) Caso Encol. Ruim para os clientes, bom para o mercado. Infelizmente alguém teve que pagar o preço da moralização do setor. No final da colheita, fica a nova postura dos construtores ante a necessidade do certificado de incorporação, até então ignorado pelo mercado local. Não que seja a solução contra a má gestão financeira, mas é a solução contra a indigestão de comprar imóvel de picareta. Ponto para os consumidores. Obrigado Encol. 3) O SFI é a nova alternativa ao SFH. Regulamentações à parte, tem uma lei que ainda impede a aplicação do novo sistema: a lei de mercado. Tradução: as taxas de juros ainda são proibitivas. É aguardar um pouco mais. Talvez, segundo semestre de 1998. A questão que fica para o setor é a quantidade de oxigênio que ainda resta no balão. Contenção e cautela é a sugestão. 4) No final do ano, recentemente, recebemos um presente de Papai Noel nada agradável. Dois pacotes. Um Federal, e outro Estadual. Os dois indigestos e, parece, necessários. É como remédio ruim; difícil de engolir. Fica a torcida , para a cura das mazelas trazidas pela internacionalização do capital. A Coréia espirra, o Ceará gripa. Antes era São Paulo. Resultado de tudo isso? Grande retração na comercialização de imóveis, ora por baixa liquidez, ora por alta incerteza no futuro. É assim que está uma grande parcela da população. E 98?  Falta-me a onisciência de Deus para prevê-lo. Mas uma coisa é certa sobre os acontecimentos que marcarão o próximo ano. Ninguém o sabe. Que fazer? Criar mentes e organizações preparadas para a contínua mudança de ventos, e de rota. E que Deus nos abençoe. Feliz Natal. Feliz 98. 

Paulo Angelim 
Consultor de Marketing

 
 Permitida a reprodução, desde que mencionado o autor

Artigo anterior    Página anterior    Artigo seguinte