Caros amigos da Paulo Angelim Consultoria em Marketing:
 
Ontem à noite, imerso nos jardins de Burle Marx, ao lado do Teatro José de Alencar, eu, e mais uma multidão de pessoas, que não pude calcular quantas, assistimos a uma palestra de Waldez Ludwig. O tema central da palestra foi a Nova Economia e o Novo Milênio. Ele falou, dentre outras coisas de paradoxos. E não podia ter sido em melhor lugar. Falar de internet, era do conhecimento, capital intelectual, bits, em pleno jardins do José de Alencar, foi uma "viagem ao túnel do tempo"; com direito a retorno.
 
Mas, o que me chamou a atenção foi que, conversando com várias pessoas, observei as mais diferentes avaliações sobre a palestra. "Nota 1000", disse-me um amigo. "Você não acha que depois de um tempo fica meio cansativo?", perguntou-me outro. "É bom porque, apesar de serem coisas que já sabemos, nos faz repensar certas posturas que esquecemos pela rotina diária", observou outro. A melhor foi quando disseram que o melhor da palestra foram os jardins de Burle Marx! Gozação, é lógico.
 
Voltei para casa refletindo muito, afinal sou palestrante, também. E conclui, na minha visão, que o mais importante de uma palestra não é o seu conteúdo, ou o que é dito pelo conferencista. O mais importante é o que é ouvido pelo participante. Ou seja, qual a percepção que se está tendo sobre o que é dito, e qual a capacidade que o espectador tem de se impor mudanças a partir das novas verdades assumidas. Isso sim é o que importa. Assim, uma parte da responsabilidade de uma boa palestra está em quem a dirige, é lógico. Mas, a grande parte mesmo está no ouvinte. Está nas mãos do espectador transformar as informações transmitidas em forças motivadoras à mudança. Palestrante nenhum conseguirá levar-lhe à mudança, se você não se presdispor a tal. Palestra nenhuma será boa, se você não se posicionar como aprendiz. Mesmo que o conteúdo seja óbvio e retórico. Servirá pelo menos para confirmar que você está no rumo. E já terá valido à pena. Afinal, quantos ainda estão procurando uma direção!
 
Abraços e SUCESSO!
 
 
Paulo Angelim